Doenças Autoimunes, Lúpus e Hidroxicloroquina

Fonte: https://ibapcursos.com.br/como-e-feito-o-diagnostico-laboratorial-das-doencas-autoimunes/

    De acordo com o Hospital São Matheus, as doenças autoimunes são um grupo de doenças que atuam no sistema imunológico fazendo com os anticorpos de um indivíduo ataquem as células do próprio organismo. Segundo o Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI), as doenças autoimunes atingem três vezes mais mulheres do que homens, e consistem em uma das 10 principais causas de morte nas mulheres com idade inferior a 65 anos.

    A gravidade de uma doença autoimune depende dos órgãos afetados. Temos pacientes com doença autoimune que conseguem levar uma vida normal apenas tomando medicamentos, como é o caso dos que tratam da tireoidite de Hashimoto. No entanto, outras doenças autoimunes são mais graves, principalmente aquelas que atacam órgãos e estruturas que são fundamentais para o bom funcionamento do nosso corpo.

    Algumas pessoas podem ter predisposição genética a doenças autoimunes e nessas pessoas essas doenças podem ser desencadeadas por bactérias, vírus, toxinas, estresse, medicamentos, entre outros. No entanto, como o leque de doenças é grande - artrite reumatoide, doença celíaca, esclerose múltipla, diabetes tipo 1, vasculite, até lúpus eritematoso sistêmico -, é importante ressaltar que o diagnóstico dessas doenças é bastante específico e o tratamento delas deve ser individualizado, já que uma mesma doença pode agir de diferentes formas em cada indivíduo.

    Como são doenças em que o organismo ataca a si próprio, o tratamento dessas doenças é prolongado, e muitas vezes custoso, mas importante para manter o bem-estar e qualidade de vida do paciente. No entanto, esse bem-estar é comprometido quando determinado remédio para uma doença autoimune é utilizado de forma indevida para outros fins: nesta pandemia do novo coronavírus tivemos em diversos momentos a hidroxicloroquina sendo indicada como tratamento para a COVID-19, e até mesmo a automedicação sendo estimulada como forma de prevenção à doença.

    Me ponho no lugar desses pacientes, que ficaram sem o acesso temporário ao medicamento, e também daqueles que adquiriram e incentivaram o uso da cloroquina e penso o quanto somos ignorantes em relação ao funcionamento do nosso corpo, às doenças e às curas. Não temos o direito de tirar o medicamento de quem precisa. Já pensou se inventassem que a insulina é a cura da COVID-19? O preço da insulina subiria? Ela sumiria do mercado também? E os diabéticos insulinodependentes.

    A medicina é uma ciência e devemos tratá-la como tal. Os médicos são os únicos profissionais capacitados para receitar esse ou aquele medicamento, não podemos politizar os remédios, a saúde e acabar interferindo na vida de tantas pessoas que dependem desses medicamentos para continuar vivendo.

 

Gisele Paiva, ACS

 

Referências: http://hospitalsaomatheus.com.br/uncategorized/doencas-autoimunes-conheca-as-mais-comuns-e-os-principais-sintomas/


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