A Atenção Básica da Saúde na Covid-19
O Brasil vive sua primeira pandemia desde a criação do SUS, em 1990. O país sofreu com surtos de dengue e febre amarela nos últimos anos, mas nada comparado ao que estamos vivendo hoje.
Estávamos preparados para enfrentar uma pandemia? Temos uma estrutura básica para isso? Há muitos dados e muitas opiniões, mas não podemos negar que o SUS foi fundamental para o combate da pandemia, já que foi responsável pela realização de grande parte dos testes para detecção da Covid-19, dispensa de medicamentos, transporte hospitalar, internação, aprovação e produção e aplicação de vacinas, dentre outras atividades que se articulam e formam o nosso Sistema Único de Saúde.
Como Agente Comunitária de Saúde atuante na pandemia, para mim, apesar de estarem sucateadas e terem uma enorme demanda da população, as Unidades de Atenção Básica à Saúde prestaram e prestam serviços que são fundamentais para o combate à propagação e manifestação do vírus.
Você não se sente desamparado quando no seu bairro você tem acesso à informação de como você deve ser triado caso tenha sintomas da doença, nem quando você é examinado, orientado, medicado e encaminhado para outras unidades.
Muitos Agentes Comunitários de Saúde foram responsáveis pela triagem inicial de casos suspeitos de covid, pela confecção de banners, pela busca ativa de pessoas com suspeita da doença e agora pela orientação e organização da vacinação.
Quando você tem um sistema de saúde que funciona, por mais desafios que tenha, você tem esperança mesmo em tempos difíceis. Você tem pessoas e profissionais que estão na luta e que, por mais cansados que estejam, acreditam que essa luta vale a pena, porque é uma luta que orienta, cuida e salva a vida das pessoas - é uma luta que deve continuar até vencermos esse difícil e doloroso combate ao vírus.

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